O problema maior é a falta de critérios

|


Por Samy Santos-Colunista

Frequentemente, seja na mídia ou em conversa informal, a discussão versa sobre a “memória curta” do eleitor brasileiro. Para muitos, ele esquece muito rápido em quem votou nas últimas eleições realizadas, sobretudo quando se trata do pleito para deputados, senadores e governador.

Como exigir providências dos seus representantes quando não se lembra em quem votou? A tarefa é, no mínimo, difícil. Percebe-se, no entanto, que há outros problemas tão graves como este, pois se configuram como algo que pode atrapalhar o desenvolvimento de uma cidade, de um estado ou país.

ACM, por exemplo, foi “consagrado” nas urnas depois de violar o painel eletrônico do Senado Federal, e ser obrigado a renunciar para não perder o mandato. Como se nota, outro grande problema é a falta de critério da maioria dos eleitores para escolher os seus representantes.

Na região cacaueira há exemplos para todos os gostos: prefeito cassado que conseguiu se reeleger depois de alguns anos; deputado tendo votação expressiva nas últimas eleições, apesar de ter sido acusado de trazer a vassoura de bruxa para a região; prefeitos eleitos e reeleitos mesmo tendo graves denúncias de desvio de dinheiro e corrupção; “representantes do povo” que construíram obras “faraônicas” enquanto ocupavam cargos públicos; vereadores acusados de receber propina, só para ficar em alguns exemplos.

Percebe-se, dessa forma, que a “memória curta” é apenas um dos problemas que emperram a máquina pública. Outro problema tão grave é a falta de critérios dos eleitores brasileiros, haja vista que votam em políticos corruptos, que constantemente figuram nas páginas de denúncias de desvio de dinheiro, corrupção e peculato.

Assim, poucos lembram o que fizeram Sarney, Collor, Hidelbrando Pascoal, João Alves, Humberto Lucena, Georgina de Freitas, dentre outros corruptos que conseguiram até se reeleger ou ocupar cargos públicos depois de denúncias comprovadas.

É preciso, então, não apenas lembrar em quem votou nas últimas eleições, mas votar em candidatos que tenham uma vida alicerçada na moral, na ética, na idoneidade, e também no compromisso com as questões de interesse popular. Só assim se poderá mudar o triste cenário de corrupção que assola o Brasil. É preciso ter critério para votar. (www.samysantos.com.br)

0 Comentário:

 

©2009 NOTÍCIAS DE IPIAÚ | Template Blue by TNB