Gestão Pública e Amadorismo

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Por: Samy Santos

Não se pode negar que o amadorismo marca a Administração Pública brasileira. Muitos prefeitos fazem promessas descabidas durante a campanha, e quando assumem o mandato vem o “choque” governamental, uma vez que estes não faziam a mínima ideia do que era governar uma cidade.
Para completar o cenário desesperador, se já não bastasse a falta de habilidade administrativa de muitos governantes, é estarrecedor a quantidade de pessoas que ocupam cargos estratégicos sem qualificação técnica
A situação é mais ou menos essa: açougueiros assumindo cargo de Secretário de Cultura; pedreiros de Secretário de Saúde; professores de Secretário de Planejamento; locutores de Secretário de Finanças, e por aí vai. É claro que esses exemplos são fictícios, servem apenas para ilustrar o cenário amador (desesperador também) que toma conta da política nacional.
Nenhum prefeito é obrigado a ter experiência administrativa, mas é coerente que ele se cerque de pessoas competentes para ajudá-lo na difícil tarefa de administrar uma cidade. Como desenvolver um município, se nas áreas estratégicas para o desenvolvimento há pessoas sem qualificação técnica? É difícil imaginar que farão um bom trabalho.
Alguns prefeitos se apegam aos exemplos passados, como o de José Serra e Antônio Palocci, que apesar de não terem qualificação específica para os cargos (Ministro da Saúde e da Fazenda, respectivamente), fizeram excelentes trabalhos. Serra é economista, enquanto Palocci é médico, porém é difícil imaginar a presença maciça de novos serras e paloccis no Brasil, e mais particularmente na região cacaueira.
É claro que pessoas sem qualificação técnica podem ocupar cargos com desenvoltura e apresentar resultados satisfatórios, mas é necessário ser muito conhecedor e um pesquisador incansável. Percebe-se, no entanto, que é no mínimo mais coerente investir em profissionais que se encaixem, tecnicamente, na futura função que irá exercer, haja vista que por conhecer profundamente determinada área, poderão exercer com maestria as suas atividades profissionais.
Observa-se que o amadorismo, bem como a corrupção e a contratação de funcionários sem qualificação técnica emperram a máquina pública e faz de grande parte das cidades brasileiras um lugar propício para o subdesenvolvimento, atraso e levam ao precipício. Para ilustrar tal afirmação, é só observar que alguns municípios pararam no “tempo”, visto que pouco ou nada crescem, e isso é, sem dúvida, resultado de administrações amadoras e corruptas. (www.samysantos.com.br)

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