Prioridades do PT: eleger Dilma e crescer nos estados

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Depois de três reuniões de diferentes segmentos petistas na véspera, o Diretório Nacional do partido aprovou ontem uma resolução política de 17 pontos em que, além de reafirmar uma série de críticas à “oposição de direita”, anuncia providências para a campanha eleitoral de 2010.

A resolução marca para 10 de fevereiro a inscrição da candidatura à Presidência da República e considera “fundamental” que o partido dê “passos imediatos na construção do programa de governo visando à disputa de 2010”. Nesse sentido, anuncia a constituição da Comissão de Organização do Debate do Programa de Governo 2011-2014 e do Grupo de Trabalho Eleitoral 2010.

O Diretório Nacional resolveu também que deve ser acelerada “a construção de alternativas sólidas e unificadoras do PT nos estados”, para fortalecer o partido na correlação de forças que as eleições vão definir. “O processo deve ganhar ritmo desde já e em conformidade com o objetivo central da eleição da companheira Dilma presidente da República.”

O documento não despreza a política de alianças, mas observa que sua tática “compreende, simultaneamente, que não se trata de chegar a um arranjo nacional através da somatória de táticas estaduais e que não há disputa nacional sem uma forte capacidade de disputar e vencer nos estados. Por isso é preciso avançar também na construção de alternativas”, diz a resolução.

Essas decisões de voltadas para as disputas de 2010 compõem uma das duas novidades acrescentadas pelo Diretório Nacional à resolução formulada há duas semanas pela Comissão Executiva. A outra é um reforço nas críticas às oposições e à “grande imprensa” que acusam o PT de desprezar princípios éticos. Diz um dos trechos do documento divulgado ontem à noite:

“Entender e valorizar as críticas e a preocupação externadas por setores progressistas e democráticos, não implica aceitar passivamente a hipocrisia e a demagogia presentes na crítica dos setores conservadores e direitistas. Estes setores, com dificuldades para debater programas para o país, buscam de maneira oportunista colocar a “ética” no centro do debate político. Para a grande imprensa, quando se trata de atacar o PT e Dilma, é ao acusado que cabe o ônus de provar sua inocência, não estando em jogo a verdade, nem a apuração de qualquer tipo de dano ao interesse público. Enquanto isto, a mídia conservadora trata de maneira complacente a corrupção praticada no governo tucano de Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul, objeto de recente manifestação de solidariedade cúmplice por parte da cúpula nacional do PSDB.”

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