Náutica pode gerar negócios entre Bahia e França

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Além da chegada de 84 barcos em Salvador no próximo mês, a Regata Transat 6.50 pode significar um mar de oportunidades e negócios que deve ser navegado por empresários franceses e brasileiros.

De olho nesse nicho, que pode trazer diversos benefícios, sobretudo com a geração de renda para a população que vive no entorno da Baía de Todos-os- Santos, o secretário do Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, participou de encontros e reuniões com empresários europeus em La Rochelle, na França.

Um desses encontros, que envolveu a comitiva baiana e empresários franceses, contou com a participação do ministro da França para os Transportes, Dominique Bussereau. O representante do governo é o mesmo que acompanhou o presidente francês, Nicolas Sarkosy, durante a visita feita ao Brasil.

Se no Brasil o tema central da discussão foi a compra do TVG (trem-bala) e a venda de aviões da Embraer para a França, em La Rochelle, o foco principal foi pautado pelo desenvolvimento do turismo náutico brasileiro, com a abertura na Bahia de bases de charter direcionadas também ao turismo náutico internacional.

“Este é um tipo de turismo que nos interessa muito, pois seu poder de compra e consequentemente os gastos que realiza nos destinos visitados são bem superiores aos praticados por outros tipos de turista”, destacou Leonelli.

No centro das questões discutidas em La Rochelle, a proposta de reduções de taxas na importação de barcos franceses para compor as bases de charter, em troca da transferência de tecnologia na manutenção e construção de embarcações, e o compromisso de que para cada grupo de seis barcos importados sejam adquiridos pelo menos quatro nacionais similares.

“Ao desenvolver o turismo náutico internacional no Brasil e abrir a indústria nacional a novos investimentos, além de avançar com a tecnologia de construção de barcos de recreio, nos mesmos moldes que ocorreu com a indústria automobilística no passado, estaremos incentivando o crescimento da produção nacional”, disse o consultor náutico da Bahia, Walter Garcia.

Capacitação e criação de escola náutica

Numa primeira rodada de intenções e negociação, o grupo baiano se reuniu também com diretores da Dufour, o terceiro maior estaleiro de barcos de lazer da Europa.

Na nova investida para o desenvolvimento do turismo e da indústria náutica na Bahia, as reuniões também ajudaram a abrir as velas para as oportunidades que devem surgir através da capacitação de mão-de-obra e da criação de uma escola náutica no estado. Esta será mantida pela parceria que está se estruturando entre o governo da Bahia e o Conseil Général da Charente Maritime.

“Acredito que esta escola será um marco importante para a náutica na Bahia. Já estamos desbloqueando metade do investimento para que os trabalhos possam começar o quanto antes”, disse o vice-presidente do Conseil Général da Charente Maritime, Dominique Morvant.

AGECOM

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