Lula: Brasil entrará 2010 em situação de crescimento econômico

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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que o Brasil entrará em 2010 numa situação de crescimento econômico. Para Lula, o Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro e quarto trimestres também irá demonstrar um desempenho muito melhor da economia brasileira até o final do ano.

Já em entrevista exclusiva à BBC sobre o colapso do sistema financeiro global, Lula voltou a responsabilizar os governos de países desenvolvidos pela crise econômica mundial, criticando duramente os "países ricos", o G-8 e outros organismos internacionais.

Após dois trimestres de queda, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou na última sexta-feira crescimento de 1,9% no segundo trimestre do ano na comparação com o primeiro.

- Isso significa que nós vamos começar o ano numa situação muito virtuosa, numa situação de muito otimismo, numa situação de crescimento - disse Lula em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente".

Com o resultado, o Brasil sai oficialmente da recessão técnica.

- E é tudo que nós precisamos. Voltar à normalidade econômica, voltar a crescer, gerar empregos, distribuir renda, que é isso que o povo brasileiro espera de nós - acrescentou o presidente.

No primeiro semestre do ano, a economia brasileira encolheu 1,5%. Já no acumulado em 12 meses, o PIB teve expansão de 1,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Lula voltou a afirmar que os números que demonstraram a saída do país da recessão técnica apenas confirmaram o ponto de vista do governo de que "a crise tinha chegado por último no Brasil e que ela ia acabar primeiro no Brasil".

- Por que? Porque o Brasil estava preparado - reiterou Lula.

Dinheiro do pré-sal

Lula reafirmou que o governo irá usar parte do dinheiro do fundo social do pré-sal - que consta na proposta do novo marco regulatório do petróleo enviado ao Congresso Nacional - para investir na educação do país, condição básica para o Brasil entrar no grupo dos países desenvolvidos, segundo ele.

- A minha tese é a seguinte: o século 21 é o século do Brasil e a gente não pode jogá-lo fora como jogamos o século 20. Por isso a educação, para mim, é fundamental - disse o presidente.

O Globo

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