Lula aposta em Dilma e Tarso: “Vamos vencer as eleições”

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“Estamos preparados para lançar o Tarso e a Dilma; e vamos ganhar as eleições”, declarou ontem o presidente Lula, em entrevista à Rádio Guaíba, logo depois de desembarcar em Porto Alegre (RS) para a cerimônia de início das obras de uma rodovia que irá desafogar o tràfego na Região Metropolitana.

Numa das mais incisivas e extensas manifestações públicas em favor da pré-candidata do PT à sucessão presidencial, Lula afirmou que “a candidatura Dilma, quando for aprovada na convenção, tem extraordinária possibilidade de ser vitoriosa. A Dilma já tem todas as qualidades que uma pessoa precisa ter para ser candidata a presidente da República. Agora é só construir o time que vai entrar em campo. A gente sabe que a torcida é muito importante, mas ela tem que montar o time”.

O presidente disse também esperar que “Dilma faça o dobro faça melhor” do que seu governo fez em favor dos brasileiros.

A aposta nas candidaturas da ministra Dilma Rousseff, à Presidência, e do ministro Tarso Genro, ao governo gaúcho, antecedeu outras manifestações de Lula sobre o atual e o futuro cenário político-eleitoral.

O presidente voltou a defender alianças para as disputas estaduais. Disse que o PT gaúcho terá de “aprender com muita humildade” a construir coligações que permitam a Tarso vencer a disputa.

“Você pode não juntar todos do seu lado, mas não pode permitir que todos se juntem contra você. É preciso criar um leque de alianças”, declarou Lula.

Em discurso, Lula criticou o Governo Fernando Henrique e afirmou que alguns governantes só sabem do sofrimento do povo por leitura.

“As pessoas vão perguntar (em 2010): como é que um metalúrgico consegue fazer 12 universidades e um doutor, reitor, doutor honoris causa, não fez nenhuma? Como é que pode um torneiro mecânico fazer 214 escolas técnicas, enquanto o governo passado tinha mandado uma lei tirando do governo federal a responsabilidade pelo ensino profissional? Alguns governantes conhecem o sofrimento do povo e outros governantes apenas leram (sobre) o sofrimento do povo”.

O presidente reafirmou também que vai eleger seu sucessor para dar “continuidade” às ações de seu governo.

“No ano que vem venho aqui para fazer campanha. Virei a Porto Alegre e ao Brasil, porque vamos eleger alguém para dar continuidade a tudo que estamos fazemos pelos país. O Brasil não pode retroceder e voltar a ser o que era há 15 ou 20 anos”.

Ainda no pronunciamento, o presidente reclamou da ausência da governadora Yeda Crusius (PSDB) e do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB) no lançamento das obras financiadas pelo governo federal.

— Lamentavelmente não temos aqui a presença do prefeito Fogaça e da governadora. Acho que um presidente da República precisa vir ao Rio Grande do Sul e se relacionar com todas as esferas. Lamentavelmente estamos chegando perto de um ano político e essa coisa começa a atrapalhar, mas eu não poderia deixar de vir aqui por causa disso.”

A assessoria de Fogaça afirmou que o prefeito não foi convidado para a solenidade. E Yeda alegou ter telefonado a Lula, na véspera, para explicar que não poderia comparecer porque cumpriria agenda no interior.

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