Colunista Daniela Melo-Crônicas

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EQUILIBRISTAS DE AGULHA

Não, não, não! Não estou me referindo às nossas saudosas e queridas mães, avós ou esposas cuja habilidade com a costura e artes do lar eram tantas que, podemos considerá-las verdadeiras equilibristas ao manusear agulhas (panelas, filhos) e de forma tão artística . Minha alusão momentânea é na verdade às corajosas mulheres que se propõem ao uso do temido, invejável, admirado salto agulha!

Pra mulheres com mais de 1,75 m ele é ainda mais temido, invejável e admirado . Afinal quando não se está em uma passarela o uso desse objeto torna-se ainda menos comum.E se almeja discrição evite-os, eles são mortais!

Mas se você é daquelas que querem ter a sensação de todos os holofotes em sua direção, abuse dos agulhas, resta me apenas um ultimo conselho: evite vestir-se de verde , principalmente se for uma festa ecológica, ou um passeio no parque fim de semana, pois corre um sério risco de ser confundido com árvore por algum cãozinho desavisado o que seria uma gafe irreparável . Falando em festas, saltos e gafes jamais poderia esquecer a o terrível acidente inicialmente provocado por um agulha, e presenciado por aproximadamente cento e cinqüenta convidados de um casamento. O casamento super tradicional, daqueles que as madrinhas disputam inconscientemente,(até mesmo com a noiva) o titulo de maior elegância e beleza da noite . Uma delas trajava um longo vestido acetinado forrado por uma grossa renda que ia até a cauda.Ah, a cauda! Tudo seria diferente se ela não estivesse lá , ou melhor, se ela continuasse lá intacta. Distraidamente a portadora do agulha pisou na cauda da madrinha que estava parada no meio do salão de festas , bem próximo à mesa de frios. Se a madrinha continuasse parada tudo ficaria bem! Mas penso que os frios a atraíram, e quando ela esboçou um movimento em direção a mesa de frios, foi impedida pelo agulha sem saber do que se tratava, forçou novamente o movimento quando a portadora do agulha percebeu o que estava acontecendo e antes que fosse percebida realizou um rápido movimento tentando desvencilhar-se da cauda.Tarde demais! O rápido movimento além de rasgar o vestido ,impulsionou um escorregão na pobre madrinha que foi parar em cima da mesa de frios, estes , já não eram tão atrativos! Eis a uma cena trágica: A madrinha oscilava entre furiosa e chorosa pelo acidente e o vestido rasgado, a noiva não menos furiosa pela mesa de frios e a portadora do agulha desmanchava-se em pedidos de desculpas,pedidos de perdão e se ela conhecesse outra palavra em Língua Portuguesa com o mesmo significado certamente a teria usado. A portadora do agulha, então, tentou remediar a situação da madrinha propondo “um pequeno ajuste” no vestido rasgado , para isso, justificou ela , só precisava de uma agulha.


Daniela Melo

Colunista do Noticias de Ipiaú

Email: dani.melo@noticiasdeipiau.com

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