Cada macaco no seu galho

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03/05/2009 - A criação do Quadro de Observadores da CBF foi em 2005, como uma iniciativa de se atingir um nível de excelência na arbitragem brasileira, embora as críticas fossem naturais, visto o imponderável que cerca a atividade. Antes da CBF, a Fifa expediu circular especificando que essa função deve ser desempenhada por ex-árbitros com notório conhecimento sobre as Regras do Jogo. A CBF, nas suas competições, exige que o observador de arbitragem avalie a exatidão e uniformidade do árbitro nas tomadas de decisões, inseridas nesse quesito a interpretação correta e uniformidade, e aplicação das Regras do Jogo, e do espírito das mesmas, e a aplicação da lei da vantagem.

Pede ainda exposição do controle do jogo, encampado nesse item as advertências e expulsões sempre que necessárias, a postura, personalidade, imparcialidade, sinalização e decisões claras. Ato contínuo, é missão precípua do observador analisar o condicionamento, movimento e posicionamento do árbitro, incluído nesse requisito a resistência, velocidade e aceleração, sempre que exigidas, além do posicionamento no campo de jogo (com bola em jogo ou fora de jogo).

O penúltimo detalhe que deve ser analisado pelo observador é o trabalho em equipe, ou seja, a atuação do árbitro, dos assistentes e do quarto-árbitro, e a reação rápida ou lenta aos sinais dos assistentes. Além disso, pede a nota final que se avalie o grau de dificuldade do jogo (fácil, difícil ou muito difícil), e sugestões para melhorar a arbitragem. O final do relatório diz respeito a avaliação dos assistentes e comentários sobre a atuação do quarto-árbitro.

Diante de tudo o que foi analisado, resta como medida de caráter urgente a CBF cair em si e estipular regra certa para criar o quadro de olheiros de arbitragem, pois a liberdade de indicação, outorgada aos presidentes de federações, formou-se um colegiado neófito, assim, fora da p rofissão respectiva, o que por certo já está trazendo dificuldades à administração do futebol, no seu todo considerada.

Poderiam os próprios presidentes das federações, por intuição pessoal, saber que para o referido encargo (observador de arbitragens), como determina a Fifa, terá que ser aquele que já enfrentou a matéria, pois a sua missão reside num ponto fundamental: comunicar à autoridade competente a capacidade dos homens de preto, que ele observou naquele momento.

Infelizmente, isso acontece por estranho e voluntário apadrinhamento, para se afirmar que, no futebol paranaense, a maioria dos "olheiros de arbitragem" são como que "pedreiros" trabalhando numa clínica médica.

Fonte:Valdir Bicudo - www.parana-online.com.br

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